sábado, março 06, 2010
GULLAR 8.0
HELÔ 7.0
sexta-feira, março 05, 2010
COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ
quarta-feira, março 03, 2010
LEMBRANÇA DO BOITATÁ
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
CEM PORCENTO POESIA

sexta-feira, fevereiro 19, 2010
DESTINO POESIA
"Às vezes, a melhor maneira de interpretar um poema é escrever outro poema. Imprescindível pra curtir poesia da melhor forma é fazer leituras em voz alta dos poemas que preferimos ou daqueles que precisamos entender melhor. Ler um livro de poesia é sempre reler os poemas que nos agradaram numa primeira folheada básica. Ler poesia deve ser feito de maneira respirada, a intervalos. Não se lê um livro de poesia como um romance - leitores de poesia têm de poder embaralhar a ordem de leitura, começando, se quiserem, pelo meio, pelo fim, ou simplesmente indo e voltando.”
Ítalo Moriconi, trecho da apresentação da antologia Destino Poesia (José Olympio), que reúne os poetas Ana Cristina Cesar, Cacaso, Paulo Leminski, Torquato Neto e Waly Salomão.
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
O QUE VOCÊ ESTÁ LENDO?
"Estou (re)lendo o livro Vinis Mofados, escrito pelo jornalista e ator Ramon Mello. Ramon pertence à novíssima geração de poetas inquietos e talentosos, ao lado de nomes como Augusto Guimaraes Cavalcanti e Bruna Beber. Destaco em seu texto o trabalho cuidadoso e produtivo com a linguagem, a extrema sensibilidade com as imagens e a afirmação de uma póetica que transita entre a tradição e a inovação."
[Jornal do Brasil, Idéias - 13.02.10]
domingo, fevereiro 07, 2010
MORO NA ROÇA
[Mônica Salmaso]
Moro Na Roça
Composição: adaptação de tema popular de Xangô da Mangueira e Zagaia
Eu moro na roça iaiá
Eu nunca morei na cidade
Eu compro jornal da manhã
É pra saber das novidades
Eu moro na roça iaiá...
Minha gente cheguei agora
Minha gente cheguei agora
Minha gente cheguei com Deus
E Nossa Senhora
Eu moro na roça iaiá...
Xique Xique Macambira
Filho de Preto d'Angola
Inda bem não sabe ler
Já quer ser meste de escola
Eu moro na roça iaiá...
Era tu e era ela
Era ela era tu e eu
Hoje nem tu nem ela nem ela
nem tu nem eu
Eu moro na roça iaiá...
sábado, fevereiro 06, 2010
SEBOS, MARES, DIÁRIOS
A LÚCIO CARDOSO, NA CASA DE SAÚDE
Carlos Drummond de Andrade
Entre visitas que perguntam
no corredor, por tua vida
de artista recolhido à noite
sensorial, entre amigos
que se inclinam preocupados
sobre a cisterna, e não distinguem
Teu reflexo brilhar no fundo,
Entre os mais próximos e diletos
- eu não estou, porém de longe
mais perto me sinto e decifro
melhor teu perfil na sombra,
e o perfil não só; tudo mais
que deu sentido a teu chamado
à rua dos homens: palavras
tramadas em papel, soando
em palco, problemas falantes,
movediços em preto-e-branco,
projeção em tela ou parede,
em cor quase som, mensagens
da mais subterrânea estação,
retratos espectrais do ser
para além da radiografia,
e um hálito de amor pedindo
espaços claros, praias de ouro
que se vão modelando em sonho
acordado, escrito, pintado.
Respiras, falas, comunicas-te
à revelia do corpo enfermo
em tudo que é sinal; contemplo
tua vida primeira e plena
a circular, transfigurada,
ó criador, entre vazios
sótão da casa abandonada
Quando entro num sebo, sempre me lembro do romance De cabeça Baixa (Guarda-Chuva), de Flávio Izhaki. Você gosta de sebo? Leia: "Na história contada por Flávio, o protagonista, Felipe Laranjeiras, encontra seu romance, Desencanto, num sebo em Curitiba – lugar escolhido de ‘exílio’ pelo personagem, após o fracasso do primeiro livro e de um relacionamento amoroso. As páginas do exemplar encontrado estão cheias de anotações críticas. Quem escreveu os comentários? Essa pergunta seduz o leitor e o caminha para uma narrativa angustiante e bem estruturada.", escrevi esse texto quando entrevistei Izhaki para o blog Click(In)Versos, em 2008.
Ao chegar em casa, com o diário de Lúcio nas mãos, postei a seguinte frase no Facebook:
"não admito vida longe do mar"
Moro em Copacabana, mas acho que mergulhei em tudo isso por saudade de Araruama, do passado. Uma de minhas lembranças mais felizes: o acampamento em Praia-Seca, com meu pai e meu avô, catando tatuí na areia. E, memória recente, a saudade da alegria efêmera dos fins de semana em Ilha Grande, deitado no píer.
Enfim, abri o diário de Lúcio Cardoso na página 12 e li o quarto parágrafo:
"o mar, a proximidade do mar torna as coisas mais limpas.", agosto de 1949.
O acaso?
Freqüentar sebos é resgatar passados, mesmo que não sejam nossos.
>>> Sobre Lúcio Cardoso:
Fragmentos do documentário Lúcio Cardoso, de Eliane Terra e Karla Holanda:
terça-feira, fevereiro 02, 2010
CULTURA.RJ
sexta-feira, janeiro 29, 2010
domingo, janeiro 24, 2010
RASCUNHO ou ESTUDO SOBRE GARATUJA
antes
de perceber
sua existência entre
livros quando (ainda)
éramos dois um simples
desenho infantil não
significava nada hoje
garatuja é
poesia
POESIA DE DOMINGO
estreei o POESIA DE DOMINGO com um poema inédito de Adriana Lisboa, feito a partir de uma canção de Ronaldo Miranda chamada Cantares:
terça-feira, janeiro 19, 2010
HELP!
segunda-feira, janeiro 18, 2010
SOUZA LEÃO
domingo, janeiro 17, 2010
JORNAL DA UNIÃO, PARAÍBA
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sábado, janeiro 16, 2010
MÚSICA DE SÁBADO
sexta-feira, janeiro 15, 2010
quarta-feira, janeiro 13, 2010
COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ
[sereníssima]
terça-feira, janeiro 12, 2010
MEGAZINE
domingo, janeiro 10, 2010
CON TODA PALABRA
De Cara a La Pared
Lhasa de Sela
Composição: Lhasa de Sela / Yves Desrosiers
Llorando
de cara a la pared
se apaga la ciudad
Llorando
Y no hay màs
muero quizas
Adonde estàs?
Soñando
de cara a la pared
se quema la ciudad
Soñando
sin respirar
te quiero amar
te quiero amar
Rezando
de cara a la pared
se hunde la ciudad
Rezando
Santa Maria
Santa Maria
Santa Maria
sábado, janeiro 09, 2010
A ARTE DE PERDER
sexta-feira, janeiro 08, 2010
PRENEZ SOIN DE VOUS
quinta-feira, janeiro 07, 2010
AS CANÇÕES
terça-feira, janeiro 05, 2010
VINIS NO TRIBUNA
segunda-feira, janeiro 04, 2010
MEUS FAVORITOS
PROSA &VERSO
LETUCE, PISCINA HAIKAI
não consigo parar de ouvir a banda letuce!
letícia novaes é esquisita e interessante, impossível não acompanhá-la.
copiei a letra da minha música preferida no ouvidômetro. não sei se a estrutura está correta, mas vale o registro:
vai cair, vai cair
vai sair, vai sair
vai sair, vai sair
quando você sai
AME E DÊ VEXAME
quinta-feira, dezembro 31, 2009
sábado, dezembro 26, 2009
sexta-feira, dezembro 25, 2009
SE TUDO PODE ACONTECER
show de lançamento do DVD do filme 'Palavra (En)Cantada', auditório Ibirapuera, São Paulo - 02.12.09
VINIS MOFADOS EXTRAI POESIA DOS DISCOS
Numa espécie da Alta Fidelidade tupiniquim, a ideia aqui é falar de amor mesclando música e jargões da indústria fonográfica, desde a era de ouro dos LPs até hoje.
Não por acaso, o livro está dividido em Lado A e Lado B. Entre os 70 poemas, alguns evocam o universo do disco já nos títulos (Faixa 4, Bônus Tracks, Phono - 00, Faixa Arranhada, Hidden Tracks, Single, MP4 Player).
É tocar, ou melhor, ler para crer.
BR Press - Yahoo! Notícias - Terça-feira, 24 NOV/2009
VALE ATÉ MENTIR
Ramon Mello tem 25 anos e está lançando seu primeiro livro. Bruna Beber tem 25 anos e está lançando seu segundo livro. O rapaz e a moça escrevem poesia, são poetas. Ambos ganham belos volumes. Bruna & Ramon têm em comum, fora a idade e o bom trato com as palavrinhas, uma decisiva influência da cultura pop. O ouvido de Bruna acolhe o trovador Neil Young e o breguita Benito Di Paula num mesmo universo de referências. Bruna, no livro Balés, mostra ouvido apurado para a melodia dos versos e olhar atento de cronista. O poema Rua da Passagem fica assim: O beijo que espero virá/ da colisão das retas/ paralelas// a caminho da festa/ banho de lama/ na minha melhor roupa// de raspão passará como tiro/ em quem está ao lado/ esperando o ônibus. Ao se saber que ela escreveu esses versos quando morava no Rio e andava de transporte público, s e percebe a herança daquela poesia imediata, cotidiana, de Manuel Bandeira, Mario Quintana e Oswald de Andrade. Também é imediata e urgente a escrita de Ramon Mello em Vinis mofados, acenando, logo de saída, a Caio Fernando Abreu (de Morangos mofados). Tome Segredo para exemplo: Organize a vida/ num pedaço de guardanapo// depois guarde no bolso/ da calça jeans (ellus ou lee)// dizem que angústia/ se perde no vazio dizem. Também fica impresso nas páginas de Ramon & Bruna o espírito aberto da poesia dos anos 1970, 1980 de gente-como-a-gente, como Cacaso e Chacal. Não por acaso a coleção Língua Real, da editora Língua Geral, foi aberta com um poeta daquela geração, Nicolas Behr, nascido em Cuiabá e amadurecido em Brasília. Laranja seleta é uma compilação de poemas antigos e inéditos. Behr está à vontade na companhia de novos e jovens autores. Assim, ele te apresenta esta Laranja: Trinta anos atrás, eu tinha 18 anos. Nunca mais vou ter 18 anos. Nunca mais vou ter o furor de e screver Chá com porrada. O crescimento é inexorável. Mas continuo cheio de dúvidas, cheio de conflitos. Não tenho certeza de nada. As matrizes que permanecem são as da rebeldia. Da não-aceitação de regras prontas para a poesia. Poesia não aceita camisa-de-força. Na poesia vale tudo, até mentir.
Correio Brasilense
Brasília, segunda-feira, 07 de dezembro de 2009
VINIS MOFADOS
Por Herbert Bastos
Ator, jornalista e poeta. Ou seria ator e jornalista? Ramon Mello nunca desejou ser poeta, embora lesse muita poesia e autores como Caio Fernando Abreu, ouvisse desde sempre muita música popular brasileira e ensaiasse pequenas prosas na adolescência. As coisas na vida dele aconteceram mais ou menos assim: vem de Araruama-Região dos Lagos- para o Rio de Janeiro aos 18 anos para estudar teatro na Martins Pena; Divide apartamento pelo menos umas oito vezes desde que se mudou para o Rio; Faz vestibular para universidades federais, até cair no curso de jornalismo de uma Universidade em Ipanema.
Com o curso, ele consegue alguns trabalhos que o possibilitam uma independência financeira, coisa tal... Mas não é isso que importa agora. O mais importante a ser dito é que Ramon Mello está lançando pela editora Língua Geral o seu primeiro livro de poesia, o Vinis Mofados. O livro surgiu no meio do caminho em que Ramon escrevia o romance All Star Bom é All Star Sujo, que está sendo lapidado com mais tranqüilidade pelo autor neste momento, como um lugar de conforto para ele dizer e viver o que quiser.
Pra quem nunca pensou em ser escritor e poeta, processo que fatalmente atores/jornalistas acabam passando, Ramon Mello mostra o som da sua poesia e toda sua sensibilidade em Vinis Mofados. A cada poema a gente fica sabendo quem são os autores que influenciaram a poesia de Ramon e quem são artistas preferidos: seja por dedicação de poemas a Maysa e Waly Salomão, por exemplo, ou referências direta a Lenine, Adriana Calcanhotto, Caetano Veloso, Nara Leão, Fernanda Takai e outros mais.
Tudo isso além de expor suas preferências de vida, seus amores e decepções posteriores, sem ter receio do que pensariam sobre ele posteriormente a leitura de seu primeiro livro de poemas música. Por escrever poesias sem ponto e sem vírgula, os leitores de Vinis Mofados podem ter uma interpretação diferente do que Ramon escreveu, uma leitura que de repente o próprio autor desconheça a possibilidade, uma poesia que o próprio autor não saiba que existe dentro da poesia dele. Ou seja, poemas que podem ser re-inventados a cada leitura, independente do que Ramon quis propor de imediato.
WTN em Cena
segunda-feira, dezembro 21, 2009
RESOLUÇÕES DE ANO NOVO

1 - voltar a fazer análise (urgente!)
2 - novamente fazer a inscrição na ioga (não adianta pagar a mensalidade e não frequentar as aulas)
3 - parar de fumar (mantra: "o cigarro parece meu amigo, mas é meu inimigo")
4 - meditar diariamente (esquece o cigarro: respire, beba água...)
5 - caminhar no calçadão, mergulhar no mar, tomar banho de cachoeira (uma vez por semana, no mínimo)
6 - trabalhar mais nos projetos pessoais (cadê o romance?)
7 - evitar festinhas-pé-na-jaca (quem teve hepatite não deve beber, lembre-se)
8 - visitar mais meus pais em araruama (não fique no computador)
9 - exercitar: a serenidade, o autocontrole e a paciência (questão de sobrevivência)
10 - relaxar (ouviu? relaxe)
sexta-feira, dezembro 18, 2009
quinta-feira, dezembro 17, 2009
segunda-feira, dezembro 14, 2009
ESCOLHAS
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Por sugestão do escritor Bernardo Carneiro Horta, biógrafo de Nise da Silveira, apresentei a idéia ao editor da Língua Geral, Eduardo Coelho, responsável pela estruturação do projeto. Escolhas — título criado por Heloisa — é um livro-memória sobre a trajetória da mais “antenada” intelectual brasileira. Uma “contemporânea da contemporaneidade”, como bem a definiu Luiz Ruffato.
sábado, dezembro 12, 2009
O MOÇO DA CAPA
"quem fez a capa do vinis mofados?"
o designer (e escritor) fabiano vianna é o responsável.
a foto é de japa biet.
marco novack é o produtor (ator e fotógrafo) que encontrou a vitrola.
"quem é o moço na capa do livro? é você?"
não.
é o ator, autor e diretor de teatro ANDY GERCKER, um especialista em caio fernando abreu. olha o moço no espetáculo coração de gás neon, em foto de andrea paccini:
sexta-feira, dezembro 11, 2009
RAMONES NA ROLLING STONE
[clique na imagem para ampliar]
POESIA MUSICADA
Uma aposta no íntimo diálogo entre poesia e música
Por Maurício Duarte
Um livro de um poeta estreante é sempre uma busca. E a obra nasceu de um diálogo entre música e literatura, explícito no título, que junta os vinis com o clássico Morangos Mofados, de Caio Fernando Abreu. A estrutura da obra é dividida como em um disco. No Lado A, há uma procura por desvendar o enigma da palavra, o modo como ela se relaciona com o organismo do poema, como nos versos de "Dicionário" ou "Impressão". É ali que Ramon nos apresenta sua preocupação mais formal, seu catálogo de intenções. No Lado B, o autor dá as caras de maneira mais desabrida, sem medo de se expor. Ramon se coloca como parte integrante do poema com toda a carga emocional que tal opção estilística pode carregar. Vemos dores de cotovelo, rompimentos e um certo cinismo com os caminhos do amor e da vida, como em “Faixa Arranhada” ou “Doida Canção”. Tudo repleto de referências ao mundo moderno, à cultura pop, à MPB, ao blues e ao computador – há um ótimo poema em linguagem de MSN. É um início e, como todo começo, deixa brechas, sinaliza melhoras. Mas, ao mesmo tempo, nos deixa querendo mais. Basta seguir a trilha sonora proposta por Ramon.
Entrevista – Ramon Mello
Fale um pouco de seu processo de criação.
Não consigo entender a arte sem diálogo. Assim é com a música e a poesia. Quando penso em nossos intelectuais, não me lembro dos acadêmicos ou imortais. Vibro ao saber que minha formação passa por músicos e compositores como Caetano Veloso, Renato Russo, Maria Bethânia, Lirinha, Marina, Arnaldo Antunes, Tom Zé. E junto tudo isso com a obra de Caio Fernando Abreu, que era um apaixonado por MPB. Vinis Mofados é resultado da conversa de uma vitrola 78 rotações com uma caneta Bic.
Então, o que influencia mais você?
A vida. Leio muito mais do que ouço música, mas não entendo maior influência de uma determinada área. O respeito que tenho quando ouço uma música do Chico Buarque é o mesmo ao assistir a uma peça do Zé Celso ou ao ler um livro da Cecília Meireles. A questão está na palavra, ela costura minha identidade. Escrevo muito a partir do amor intenso e da desilusão.
Por que a obsessão com o vinil?
Não é obsessão, mas relação afetiva. Gosto das capas grandes, do ritual de ligar a vitrola e virar o disco. Há muita diferença entre escutar um vinil e um MP4. Não tem juízo de valor, é diferente. Quando posso escolher, ouço música na vitrola.



