quarta-feira, dezembro 29, 2010

CIRCO

chica, eu e meu irmão renato.

sexta-feira, dezembro 24, 2010

quinta-feira, dezembro 23, 2010

muitas alegrias por vir!



segunda-feira, dezembro 20, 2010

sábado, dezembro 11, 2010



[via little lody]

sexta-feira, dezembro 10, 2010

quarta-feira, dezembro 08, 2010

terça-feira, dezembro 07, 2010

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leia a entrevista com adélia prado na íntegra, aqui!

segunda-feira, dezembro 06, 2010

VIOLÊNCIA CONTRA HOMOSSEXUAIS



Drauzio Varella

A HOMOSSEXUALIDADE é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.

Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência a mulheres e a homens homossexuais. Apesar de tal constatação, esse comportamento ainda é chamado de antinatural.

Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (leia-se Deus) criou os órgãos sexuais para a procriação; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).

Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras?

Se a homossexualidade fosse apenas uma perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.

Em alguma fase da vida de virtualmente todas as espécies de pássaros, ocorrem interações homossexuais que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação.

Comportamento homossexual foi documentado em fêmeas e machos de ao menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.

A homossexualidade entre primatas não humanos está fartamente documentada na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no "Journal of Animal Behaviour" um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre os machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes.

Masturbação mútua e penetração anal estão no repertório sexual de todos os primatas já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.

Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas.

Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por mero capricho. Quer dizer, num belo dia, pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas, como sou sem-vergonha, prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.

Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.

A sexualidade não admite opções, simplesmente se impõe. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.

Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países o fazem com o racismo.

Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais que procurem no âmago das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal aceitam a alheia com respeito e naturalidade.

Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social.

Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser nazistas a ponto de pretender impor sua vontade aos mais esclarecidos.

Afinal, caro leitor, a menos que suas noites sejam atormentadas por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu por 30 anos?

[Ilustrada, Folha de São Paulo, 4 de dezembro de 2010]

ALEXANDRE IVO

sexta-feira, dezembro 03, 2010

NO MEIO DO CAMINHO



Em comemoração aos 40 anos do poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade, o Instituto Moreira Salles publicou o livro Uma pedra no meio do caminho – Biografia de um poema, seleção com o que foi dito sobre os famosos versos, organizado pelo poeta Eucanaã Ferraz.

Por ocasião do lançamento, o IMS produziu esse vídeo com a leitura de “No meio do caminho” em vários idiomas. Leituras por Heloisa Jahn (dinamarquês), Sidney Calheiros (latim), Davi Arrigucci Jr. (italiano) , Jana Binder (alemão), Laura Hosiasson (espanhol), Pieter Tjabbes (holandês), Jean Claude Bernardet (francês), Paulo Schiller e Mariana Schiller (húngaro), Yael Steiner (hebraico), Matthew Shirts (ingles), Carlos Papa (tupi) e Eucanaã Ferraz (português).

THINGS

quarta-feira, dezembro 01, 2010

7 NOVOS

em momentos distintos:

Augusto Guimaraens Cavalcanti

o poeta lança 'os tigres cravaram as garras no horizonte', ao lado de ana salek com
'dezembro'. dia 1 de dezembro, quarta-feira, no astro bar do planetário da gávea


Domingos Guimaraens

o poeta e artista plástico lança a exposição 'risco'. dia 2 de dezembro, quinta-feira, no espaço cultural sérgio porto



Mariano Marovatto

o poeta e músico lança o disco 'aquele amor nem me fale' + compacto 'teu/nunca'+ clip




terça-feira, novembro 30, 2010

SOBRE COLHEITAS

o amor é um fruto ácido? melhor com álcool.


lourdes alves, cordelista recifense, colheu esse limão enamorado no quintal de casa, em junho de 2009.

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sexta-feira, novembro 26, 2010

TEMPO

"Sêneca nos ensina que temos que agir sabendo que vamos morrer. Quando se está consciente da morte, distingue-se o essencial do acessório. A consciência da morte muda o modo como utilizamos o tempo. Muda a forma como vivemos. Carta a Lucílio são cartas de Sêneca a um aprendiz. A primeira carta fala precisamente do tempo. O aprendiz reclama da falta de tempo. Sêneca diz a ele: 'Ao invés de se queixar da falta de tempo, vais ver o que é essencial e o que é acessório. E no dia seguinte fazes somente o que é essencial. E assim verás: tens tempo'. "

Gonçalo M. Tavares

['Máquina de escrever', Segundo Caderno, O Globo, entrevista realizada por Karla Monteiro - 25/11/10]


quinta-feira, novembro 25, 2010

GEOGRAFIAS IMAGINÁRIAS


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GEOGRAFIAS IMAGINÁRIAS, DE MAURO FAINGUELERNT

Abertura: 25 de novembro de 2010, 19h às 22h

Exposição: 26 de novembro de 2010 a 26 de fevereiro de 2011

De terça a sábado, 11h às 19h

Galeria Tempo
Avenida Atlântica 1782, Loja E - Copacabana
Rio de Janeiro