"O que é o poema? Ele é uma flor que não morre. É uma flor que não murcha. Uma flor que não tem perfume e que desabrocha em alguma parte alguma da vida."
Ferreira Gullar
[Revista BRAVO! Outubro/2010, em matéria assinada por João Barile]
Ramon Nunes Mello (14/02/1984), natural de Araruama/RJ, é poeta, escritor e jornalista. Possui graduação em jornalismo pela UniverCidade (2008) e em artes dramáticas pela Escola de Teatro Martins Pena (2004). Como repórter entrevistou mais de 120 escritores brasileiros. É autor dos livros Vinis mofados (2009) e Poemas tirados de notícias de jornal (2011) - contemplado pelo Edital de Autores Fluminenses 2010/2011. Poeta convidado do Rio Occupation London no Battersea Arts Centre (2012). Organizou Escolhas (2009), autobiografia da professora Heloisa Buarque de Hollanda; coorganizou, com Heloisa Buarque, Enter, antologia digital (2009) e, com Marcio Debellian, Maria Bethânia Guerreira Guerrilha, de Reynaldo Jardim (2011). Participou das antologias Como se não houvesse amanhã, 20 contos inspirados em letras da Legião Urbana; (2010), Rio-Haiti, 101 histórias; (2010), Liberdade até agora; (2011), Porto do Rio – Do início ao fim (2012). Curador e responsável legal pela obra de Rodrigo de Souza Leão (1965-2009). Curador e organizador da obra de Adalgisa Nery (1905-1980).
Fim de semana
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Uma exposição – Ismael Nery, Pinacoteca. Outra – Tatiana Blass, Tomie
Ohtake. Uma entrevista – Silvester Stalone no The Daily. Uma conversa em
duas partes ...
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Tem sido difícil atualizar o blog com a concorrência de todas as outras
redes sociais. Eu acabo usando como um apanhado de momentos especiais, que
não e...
Viva Tom Zé, 90!
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Para comemorar o aniversário do gênio de Irará e habitante mais famoso do
bairro paulistano de Perdizes, o perfil que escrevi para a Morel #4 (edição
esgot...
é chato ficar desse jeito
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é chato ficar desse jeito
longe
tô cheia de falta
espera de não sei o quê
lá na frente
é essa distância que impede
cruzar os limites
transpor as barreiras...
Vai, Brasil
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Estudo as apostas Este grande condomínio de farmácias Padrão duas em cada
esquina Que são as copas do mundo de futebol . Na disputa, o estômago do
Império...
Halo dunia!
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Selamt datang di WordPress. Ini adalah pos pertama Anda. Sunting atau
hapus, kemudian mulai menulis!
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Mais um esclarecimento
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Um podcast recente conta uma história acontecida há 14 anos: um homem traiu
sua mulher, a mulher descobriu a traição, o homem chorou as pitangas numa
lista...
Emblemas e sagrações de Ariano Suassuna
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[image: Abertura Ariano MatheusMelo]
Ao enxergar a arte como um acerto de contas com a realidade, ainda muito
jovem, o escritor Ariano Suassuna (1927-201...
Berbagai Keuntungan Bermain Di Judi QQ Online
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setidaknya n...
FEIRA DO LIVRO DE LISBOA
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aqui ficam as datas / horas em que estarei na FEIRA DO LIVRO DE LISBOA, no
pavilhão da Penguin Random House (D95-D105), para assinar autógrafos e
convers...
A telepatia são os outros: livro novo!
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"Trata-se de uma novela de grandes terremotos, tanto sísmicos quanto
existenciais", Enéias Tavares. O livro inaugura a coleção Universo Insólito
da Monom...
esforço extra
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Então, fazes o tal esforço, um esforço extra, o que seria se dissesses tudo
o que pensas, quem sobreviveria a tal chorrilho de disparates, nem tu, por
sa...
"Depois daquela viagem" é aprovado no PNLD
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É com muita alegria que anuncio que o “Depois daquela viagem” foi aprovado
no âmbito do Programa Nacional do Livro e do Material Didático – PNLD 2018
Li...
Os livros que fazem feministas
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Autoras como Margaret Atwood, Mary Beard, Naomi Klein ou Jeanette Winterson
dizem que livros as fizeram ser feministas. Depoimentos a reter.
"Perda"
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Do livro *Barulhos* (1987):
Perda
a
Mario Pedrosa
Foi no dia seguinte. Na janela pensei:
Mário não existe mais.
Com seu sorriso o olhar afetuoso a...
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Hoje com as asinhas pra fora. Ainda não sei como será. Ou se será. Escrever
em blogue. De novo e de novo. Assim: como um que engorda a pulga que,
pulga fe...
O calor, crónica publicada no Diário de Notícias
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*Heat. This is what cities mean to me.*
*Don Delillo*
O primeiro dia do ano no Rio de Janeiro teve uma sensação térmica de 45
graus. Às oito da manh...
CRITICA "O DIA EM QUE SAM" - REVISTA CULT
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O que ainda mantém o homem vivo?
"O dia em que Sam morreu" empenha o vigor que a palavra pode exalar no
teatro para tratar da obsolescência do homem
Fot...
Passa-se o ponto
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Bom, enrolei o que pude antes de anunciar o inevitável: este Não me Culpem
pelo Aspecto Sinistro está baixando as portas. Primeiro, porque um raio dum
pau ...
Até breve
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A série de equívocos cometidos pelo Império Serrano nos últimos anos é
farta e variada. Em que pese a má vontade das ligas com a escola, a falta
de dinheir...
Novo blog
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Criei um novo blog. Em vermelho.
Porque a fraternidade é vermelha.
Já que escrevo sobre gente simples
e sobre o amor fraternal, esta cor é
simbolicamente per...
Plebiscito em Marte
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(O GLOBO) Os parasitas da nação estão em festa. Os efeitos dos protestos de
rua estão tomando o melhor caminho possível (para eles): constituinte,
plebisci...
Um dia, um blog II
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O tempo das coisas passa. Passou o do blog também, mesmo com a tentativa
de reanimá-lo há alguns meses. Hanói, meu novo romance, está aí na esquina:
a pre...
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Venho pela XV. Pessoas aos milhares, para cá e para lá, cegos com bengala,
homens-terno, hippies sem cores, jovens-bicicletas, mulheres-salto alto,
esc...
aniversário
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falei com ela chorando, era a primeira vez que estive deprimida no
aniversário.
pensei na idade, pensei na distância da pátria.
na carência.
no medo da velh...
sobre o Millor
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Quando eu era pequeno, o meu livro preferido era o "Millor Definitivo". Era
uma coletânea de frases do Millor que eu me apressei em decorar. Sabia o
livro ...
Vida Nova - Autor(Josélia Aguiar)
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Caro leitor: os blogs da Folha migraram todos para outro formato. E o meu,
de quebra, ganha outro nome: LIVROS ETC. Vá por aqui para me encontrar.
Leia...
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a sandália nova branca com dedos
que se refestelam do lado de fora
como crianças que sabem o verão que vem
de repente a chuva mingua os planos
da calça jeans...
Um baú feito de ultrajes
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Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil, em maio de 2010 Em um
iate onde tremula uma irônica bandeira americana, o lendário cineasta
independen...
Endereço novo
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A Biblioteca de Raquel vai mudar de endereço. Em breve, num outro portal
perto de você (como se algum ficasse longe). Acompanhe por enquanto pela
página no...
O 'maluquinho que escreve letras'*
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Ele havia deixado o estúdio na Pompeia, em São Paulo, mais do que
satisfeito. Naquela noite, tinha finalizado duas novas canções, as
primeiras de um total ...
In MC we trust (por 7A)
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Dia e noite o Mc Donald’s hasteia sua bandeira norte-americana, contrariando
as leis de seu país original que diz que somente nas instituições nacionais
...
Ouvindo...
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*Não vale a pena*
(J.E.P. Garfunkel)
Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do of...
LATUF FOI EMBORA
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Latuf nos deixou. Andará por Pasárgada, Vênus, as mais belas estrelas.
Poetas não morrem, se transformam. Latuf pulsa e brilha, energia cósmica.
Esteja ond...
MUDANÇA DE ENDEREÇO
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Este blog morreu. Mas renasceu em www.eduardograca.com, com design e
ilustrações de William Morrisey e fotografia de Victor Affaro. Passe por lá
para uma v...
EVENTO | CLAM: Cultura, gênero e sexualidades
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*CULTURA, GÊNERO E SEXUALIDADES*
*Judith “Jack” Halberstam*University of Southern California
Especialista em estudos queer, teoria de gênero, arte, literat...
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Nos ombros de menina, caía o céu como um lençol azul cheio de estrelas. E
onde antes céu havia ficou um branco vazio muito branco, extremamente
branco.
Ma...
COR AZUL.
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*A mente esquizofrênica não funciona bem e boicota, sem os remédios, o
tempo todo. Com remédios ficamos bem. Leves e tranqüilos para o mundo, que
é muito b...
'Gatinho Risonho', disse Alice, 'poderia dizer-me, por favor, que caminho devo tomar agora?' 'Depende muito de onde está querendo chegar', disse o gato. 'Não me importo muito para onde estou indo', disse ela. 'Então não importa que caminho irá tomar', disse o gato. Alice no País das Maravilhas - Lewis Carrol
Um comentário:
"(...) e as pedras e as nuvens e as árvores
no vento
mostravam alegremente
que não dependem de nós."
Maranhense...fiquei grata por Em Alguma parte alguma...e enquanto isso o poeta estava em parte alguma...rendeu um suculento lirismo.
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